domingo, 13 de novembro de 2016

FLORA NORDESTINA: COQUEIRO CATOLÉ


O coqueiro catolé é de origem brasileira sendo muito comum nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. No Rio Grande do Norte tanto é encontrado no litoral quanto no interior do estado.
 

Trata-se de uma palmeira que prefere clima quente e úmido para se disseminar. No Nordeste é bastante aproveitada na alimentação animal (frutos e folhas servem de ração para bovinos e caprinos em época de estiagem, principalmente), humana (doces, produção de óleo, consumo da amêndoa ao natural, dentre outros) e, ainda na produção de abrigo (telhados de palha e madeira de sustentação). Apesar de ser uma planta de clima quente, a estiagem prolongada pode levar a sua morte.
O coco catolé recebe essa denominação no interior do RN, mas em outras localidade pode ser conhecido como gueiroba, gariroba, gairoba, jaguaroba, pati, pati-amargosa, coqueiro-amargoso e palmito-amargoso. 
 

Geralmente a palmeira apresenta um caule reto e áspero com interior bastante fibroso, folhas enormes chamadas de palhas e cachos onde os pequenos cocos se precipitam. A palmeira pode atingir 20 metros de altura.
Quando se trata de coqueiro, de palmeira, logo visualizamos uma planta da caule único e sem galhos, mas vejam o que encontrei aqui em Serrinha dos Pintos: 


No terreno do senhor José Paulo, onde ele cultiva várias dessas palmeiras e as utiliza para ração animal, nota-se a presença de alguns coqueiros com formação bastante curiosa.


Há coqueiros retorcidos que parecem querer dar um nó em si mesmos





Há coqueiros que se afastam um do outro como que se desenhasse algo.












Há também, é claro, os de características típicas da espécie.


Nessa época do ano (novembro), já depois de cinco anos de chuvas escassas ao extremo, muitos coqueiros dessa e de outras espécies já sucumbiram; os que resistem estão bastante desgastados, desfolhados, fracos.


Quem disse que coqueiro não dá galho? Dá sim. Muitos, as vezes.



Também em Serrinha, caminhando por uma região de chapada, pude registrar a existência de dois exemplares de coqueiro catolé que apresentam "galhos", o que não é muito habitual.


Nota-se que o tronco é um só que se divide dando origem a dois galhos.

Aqui temos um coqueiro com vários galhos (9) e um outro com características inerentes a sua espécie.
 

Percebe-se que neste coqueiro o tronco dá origem a dois galhos e que um dos galhos, já quase na copa, origina outros oito.


Devido a estiagem severa esse coqueiro já está moto, tendo ele, inclusive perdido a folhagem de uma de suas galhas.





Saiba mais sobre o coqueiro catolé acessando os sites abaixo:
http://www.cerratinga.org.br/gueroba/#vermais
https://reinometaphyta.wordpress.com/2012/06/09/coqueiro-guariroba-syagrus-romanzoffiana/
http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=703

Nenhum comentário:

Postar um comentário